Sexta-feira, 15 de Abril de 2011

Introdução aos ditos dezideiros mirandeses (2)

[estudo inédito]

 

 

“L perro de l’hourtelana” como (anti)modelo de conduta

 

A expressão mirandesa l perro de l’hourtelana tem a sua origem e retira o seu significado de um provérbio mirandês cujas origens remontam, pelo menos, à Idade Média. Daí passou para outras expressões do dia a dia, o que mostra bem a força e expressividade daquele provérbio para caracterizar o comportamento de determinadas pessoas. Como quase sempre acontece, o perro do nosso provérbio nada mais é que uma outra forma de dizer pessoa.

 

Registámos duas variantes mirandesas para o dito: L perro de l’hourtelana, só (solo) faç l que le dá la gana; L perro de l’hourtelana, nin come nin deixa comer. Esta segunda versão apenas a ouvimos uma vez, enquanto a primeira é de uso quotidiano. Por essa razão e devido à maior proximidade da segunda versão em relação ao dito espanhol que referimos a seguir, concentraremos a presente análise apenas na primeira daquelas versões. Também está muito viva a expressão, Ye (sós) cumo l perro de l’hourtelana, usada com o objectivo de repreender alguém que se faz esquisito ou que não sabe o que quer. Tem igualmente muita força uma outra expressão aplicada a alguém que está numa situação de fragilidade, de pé atrás ou de irritabilidade, que o torna susceptível perante palavras ou factos que não deviam dar azo a tal: Star mais melindroso que l perro de l’hourtelana. Assim, o provérbio original permitiu enriquecer a linguagem com expressões que o têm como referência[1].

Em todas as colecções castelhanas de provérbios, desde a Idade Média, aparece um dito semelhante com as seguintes variantes: El perro del ortelano: ni come las verças ni las dexa comer[2]; El perro del ortelano, ni come las verças ni las dexa comer al extraño[3]. Já noutro local escrevi sobre este dito[4], tomando como referência a peça de teatro de Lope de Vega “El Perro del Hortelano”, onde se faz alusão ao provérbio nos seguintes versos: 2193-2194: “Mas vénele bien el cuento/ del Perro del Hortelano” (2º acto); 2200: “pues coma o deje comer” (2º acto); 2297-2299: “es del hortelano el perro:/ ni come ni comer deja, /ni está fuera ni está dentro.” (2º acto); 3070-3073: “Diana ha venido a ser/ el perro del hortelano./ Tarde le toma la mano./ O coma o deje comer.” (3º acto)[5]. O facto de Lope de Vega tomar o dito para título da sua peça de teatro e a quantidade de variantes que aí deixa documentadas, mostra que seria um dito muito popular e conhecido em ambientes urbanos, mas também a sua plasticidade expressiva pois o dito acaba por se desdobrar em sentidos que não são totalmente coincidentes. Em qualquer caso, há uma ideia central que perpassa em quase todas as variantes: o cão nem come nem deixa comer. Aplicada a ideia a pessoas, estamos a falar de alguém que não faz nem deixa fazer.

 

Em colecções portuguesas de provérbios, apenas encontramos a seguinte versão: O perro do hortelão nem come as versas nem as deixa comer.[6] A grafia, atendendo ao uso das palavras “perro” e “versas”, parece não deixar dúvidas quanto à sua importação de Espanha, sendo também sintomático que não conste das colecções mais antigas de provérbios portugueses[7]. Resta saber se ainda está vivo em algum lado e, em caso afirmativo, se é utilizado com regularidade, conclusão que não pode ser retirada de colecções publicadas que são mera cópia de colecções anteriores e não de uma recolha que ateste o seu uso[8]. Em qualquer caso parece poder concluir-se, com alguma segurança, que o dito mirandês nada tem a ver com este que aparece em colecções portuguesas, não sendo de procurar aí a sua eventual origem. Afastamos, portanto, qualquer possibilidade de proveniência portuguesa do dito mirandês.

As várias versões recolhidas em mirandês e o facto de ser usado com muita frequência na linguagem quotidiana pode mostrar que o provérbio há muito tempo foi adoptado pela língua mirandesa. Repare-se que os atributos do cão nem sempre são os mesmos: ser melindroso não é o mesmo que fazer l que le dá la gana. A mesma ambiguidade parece ressaltar das várias variantes castelhanas, cujo número documenta a sua riqueza e uso frequente[9].

 

Ressalta do dito mirandês, desde logo, a ideia de imprevisibilidade do comportamento (faç l que le dá la gana), que o afasta do que é considerado normal, expectável[10]. Mas aquela impresibilidade envolve um carácter caprichoso, não orientado por uma racionalidade. Quem assim age não é, portanto, pessoa de confiança, não tem carácter. Do dito espanhol ressalta sobretudo a ideia de comportamento absurdo: o cão não come as couves, o que é normal dado que os cães não comem couves; mas já não se aceita que não as deixe comer a quem as pode comer[11]. Porém, esse comportamento absurdo que ressalta da versão espanhola, parece ter uma explicação: o cão está de guarda à horta das couves e age no cumprimento do seu dever de cão de guarda. O absurdo resulta de ele encarar a sua tarefa de tal modo que não recua perante quaisquer consequências, inclusive não deixar comer as couves ao dono, como referem algumas variantes. Devemos concluir que o sentido profundo do provérbio mirandês e o do espanhol, nas suas variantes mais antigas, são muito diferentes: naquele a imprevisibilidade do comportamento, neste a certeza;  naquele o capricho, neste o cumprimento cego de um dever; naquele uma atitude de falta de rigor, neste um rigorismo conservador que impede qualquer modificação; naquele um exercício incontrolado da liberdade, neste uma servidão cega; naquele a ausência de convicções, neste a teimosia em convicções erradas e nefastas. Em ambos os casos a mesma falta de racionalidade e a reprovação do comportamento do cão.

 

Uma importante diferença entre o dito mirandês e o espanhol tem a ver com o dono do cão: no caso espanhol é o ortolano, em todas as variantes; no caso mirandés é a hourtelana, mulher do hortelão[12]. Á primeira vista, a diferença de género parece resultar apenas de necessidades de rima, evidentes no dito mirandês e ausentes no espanhol. Não será, também, de afastar a ideia de uma certa falta de disciplina e menor rigor que popularmente é atribuído à maneira de ser do género feminino, pois deixa o cão fazer o quer, embora esta conotação não ressalte do uso do provérbio. Porém, creio que estará subliminarmente presente sobretudo a ideia de imprevisibilidade do comportamento da mulher que, tal como o cão do provérbio, seria volúvel, caprichosa, irracional ou, dito de outro modo, livre. Assim, o comportamento do cão seria moldado pelo comportamento da dona, não se devendo ao cumprimento de um dever (por exemplo o de guardar a horta, como no dito espanhol). Mas, afinal, o que é visto de modo tão negativo, não deixa de esconder uma certa inveja em relação a alguém que faz o que quer, isto é, decide de acordo com o que lhe dá prazer em cada situação. Quem é que, de acordo com a ideologia camponesa, pode fazer o que lhe apetece? Apenas os ricos que, não tendo necessidade de trabalhar para sobreviver, não estão sujeitos à escravatura da horta, do trabalho[13]. Então, a mulher acaba por ter um comportamento de rico, isto é, aquele a quem o camponês quer ser igual.

 

Embora não tenhamos documentação que o fundamente, não é de excluir que dois provérbios antitéticos pudessem ter existido numa fase inicial: um deles referido ao cão do hortelão, que terá ficado nas versões espanholas, e outro referido ao cão da hortelã, que terá ficado na versão mirandesa[14]. A sua formulação poderia aparecer apresentada em simultâneo, como exemplo de comportamentos antitéticos e condenáveis, acabando por se autonomizar mais tarde. O hortelão e a hortelã, exemplo de gente pobre e inculta, seriam tomados como exemplo de comportamentos igualmente condenáveis, embora por razões diferentes. O hortelão, agarrado à terra, não vê mais mundo que as suas couves, escravo do seu trabalho, enquanto a mulher faz o que lhe apetece, isto é, não tem quaisquer preocupações com os bens materiais, podendo fazer o que bem quiser, só pelo simples prazer de o fazer, independentemente das consequências. E por aqui perpassa toda a ambiguidade do provérbio, que diz e desdiz, elogia o que condena e condena o que elogia. Esta leitura do provérbio só não será possível se o interpretarmos apenas á luz de um moralismo linear, que uma sociedade rural como a mirandesa não consente, menos apegada a um moralismo imposto e mais consciente de que o trabalho não se impõe como um dever, mas apenas como uma necessidade.

 

Há ainda uma outra diferença essencial que devemos assinalar entre as versões espanholas e a mirandesa: enquanto aquelas tomam uma referência concreta (as couves), esta é mais genérica, aproximando-se de uma verdadeira sentença. Também aqui a autonomia da versão mirandesa é total em relação ao homólogo provérbio espanhol.

 

Dos elementos apontados na nossa análise, podemos concluir pela autonomia do dito mirandês em relação ao dito espanhol. Ainda que a sua origem possa estar relacionada, ambos os ditos expressam visões da vida antitéticas, de uma complexidade que não se deixa captar numa leitura superficial. E tudo isto, apesar da transparência do provérbio mirandês, obnubilada pelo juízo moral que lhe subjaz, embora o que dele ressalte seja um determinado comportamento que se valoriza, mas não numa hortelã, pessoa pobre e tida por inculta, que deve comer o pão com o suor do seu rosto. Mas há algo que troca as voltas a esse sentido: a hortelã é uma mulher e, enquanto tal, é-lhe reconhecido um comportamento e uma capacidade que desdizem a letra superficial do provérbio e apontam para uma sociedade machista que detrás de um juízo negativo sobre a mulher proclama o seu poder e acaba por aparecer como uma condenação-valorização da liberdade. Como refere Ana Paula Guimarães, também a propósito da cantiga mirandesa “Ró-Ró”, “O óbvio pode esconder segredos. E o primeiro deles é ser capaz de dar pela transparência... Porque o mais difícil de ver é o que salta à vista...”[15].

 

Atenta a análise feita, podemos concluir que o provérbio apresentado terá tido origem na Terra de Miranda? Não me parece, pois a profissão de hortelão não é ou foi característica do modo e organização da produção tal como a conhecemos na Idade Média para a Terra de Miranda, mas mais adequada à de um serviçal de um nobre ou de um convento medievais. No mesmo sentido parece ir o uso do provérbio por Lope de Vega, numa peça destinada a um ambiente urbano. Além disso, a segunda variante do dito mirandês, L perro de l’hourtelana nin come nin deixa comer, aproxima-se muito da versão registada pelo Marquês de Santillana, facto que poderá não ser alheio à sua origem. Assim, parece mais adequado concluir que o provérbio terá sido trazido de Espanha para a Terra de Miranda, seguramente há muito tempo, pois se afastou de uma eventual versão original, ganhando contornos, sentido e características próprias, ao ponto de hoje se pode dizer que é um dito genuinamente mirandês, sem correspondência formal (que não de sentido) noutras línguas. Apesar disso, não podemos deixar de salientar a troca cultural entre as terras de Miranda e de Espanha, neste caso sem qualquer interferência de variantes portuguesas do provérbio, ao contrário do que verificamos com o dito analisado em artigo anterior, «Çamora nun se fizo nua hora».

 

Amadeu Ferreira

2005

 



[1] Todas as versões do provérbio apresentadas, bem como as expressões dele derivadas, foram recolhidas em Sendim, conhecendo-as eu próprio desde há 50 anos. Não encontrei nenhuma referência a este provérbio em qualquer das colecções de ditos mirandeses, referidas no artigo anterior. Por enquanto, desconheço se o dito ou alguma variante é usado em qualquer outra localidade da Terra de Miranda.

[2] Marqués de SANTILLANA, (1508), “Refranes que dicen las viejas tras el fuego”, in Obras Completas, ed. Biblioteca Castro – Fundación José Antonio de Castro, Madrid, 2002, p. 531.

[3] HERNÁN NÚÑEZ, (1555), Refranes o Proverbios en Romance, edición crítica de Louis Combet, Julia Sevilla Muñoz, Germán Conde Tarrío y Josep Guia i Marín, Tomos I i II, Guillermo Blázquez, editor, Madrid, 2001 vol. I, p. 84. Existem, ainda as seguintes variantes, que retirámos de ORTIZ URBIA e SEVILLA MUÑOZ (2002) Los 494 refranes del SENILOQUIUM, Guillermo Blázquez, Editor, Madrid, p. 46, onde se dão indicações quanto às colecções onde aparece cada variante: El perro del ortelano, que ni come las berças ni las dexa comer al extraño; El perro del ortelano, que ni come las berças ni las dexa comer al amo; El perro del hortelano, ni come él ni deja comer al amo; El perro del hortelano, ni comerlo ni darlo; El perro del ortelano, que ni las berças come, ni quiere que otro las tome; El perro del ortelano, que ni quiere las berças para si ni para el amo; El perro del ortelano, que ni quiere las maçanas para si ni para el amo; El perro del ortelano, que no come las berças ni quiere que otro coma de ellas; El perro del ortelano, que ni roe el hueso, ni lo deja roer al extraño; No seas como el perro del hortelano; El perro del hortelano, ni hambriento ni harto; El perro del hortelano, ni hambriento ni harto no deja de ladrar; El perro del hortelano ladra a los de fuera y muerde a los de dentro; Andan como bestias de ortolano.

[4] Vd. Amadeu Ferreira “L perro de l’hourtelana”, in www.diariodetrasosmontes.com 17/04/2003.

[5] Edição utilizada: Lope de Vega, El Perro del Hortelano. El Castigo sin Venganza. edición de A. David Kossof, Clásicos Castalia, Madrid, 1993.

[6] António MORREIRA (1997), Provérbios Portugueses, 3ª ed., Editorial Notícias, Lisboa, p. 201; José Pedro MACHADO (1998) O Grande Livro dos Provérbios, 2ª ed., Editorial Notícias, Lisboa, p. 390.

[7] Apesar de a palavra “verças” nos aparecer em textos do português antigo, como na Comédia Eufrósina de Jorge Ferreira de Vasconcelos (vd. a edição adaptada por Silvina Pereira e Rosário Laureano Santos,  Edições Colibri, Lisboa, 1998, p. 73), e em Gil Vicente (Vd. As Obras de Gil Vicente, vol. V, direcção científica de José Camões, ed. Centro de Estudos de Teatro da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e Imprensa Nacional-Casa da Moeda, Lisboa, 2002, p. 509). O mesmo poderá ser dito a propósito da palavra “perro”, que hoje os dicionários registam sobretudo com sentido figurado (Vd., por ex. Cândido de Figueiredo, Grande Dicionário da Língua Portuguesa). Em qualquer caso, a menos adequada metodologia seguida na elaboração da maioria das colecções portuguesas de provérbios não permite uma conclusão. Para uma crítica a essas metodologias, vd. FUNK, Gabriela e FUNK, Matthias (2002) Pérolas da Sabedoria Popular Portuguesa.Provérbios das Ilhas do Grupo Central dos Açores (Faial, Graciosa, Pico, São Jorge e Terceira), ed. Salamandra, Lisboa, p. 12.

[8] Das recolhas, por nós conhecidas, que atestam, de alguma forma, o uso dos provérbios, não consta nenhum sequer semelhante ao que estamos a analisar. Vd., FUNK e FUNK, cit.; José Ruivinho BRAZÃO (1998), Os provérbios estão vivos no Algarve, editorial Notícias; DIAS, Jorge (1984), Rio de Honor. Comunitarismo Agro-Pastoril, 3ª edição, Editorial Presença, Lisboa,. pp. 291-295; FERNANDES, Maria Celina Busto (2001), Ecos do Passado, Vozes do Presente. Literatura Oral e Tradicional dos Concelhos de Vinhais e Chaves, ed. Sons da Terra, pp. 61-65; FERREIRA, Joaquim Alves (1999), Literatura Popular de Trás-os-Mpntes e Alto Douro, volume IV – Miscelânea, ed. autor, Vila Real; FONTES, António Lourenço (1992), Etnografia Transmontana. Vol. I Crenças e Tradições de Barroso, Editorial Bomingos Barreira, Lisboa, pp. 199-218; MELO, Leonor Jesus Marcos de (2002), Os Textos Tradicionais na Aula de Português: os Provérbios, ed. Almedina, Coimbra.

[9] María JOSEFA CANELLADA e BERTA PALLARES (2001), Refranero Español. Refranes, classificación, significación y uso, Editorial Castalia, Madrid, (301) interpreta assim a versão de Santillana: “Hay quien presenta oposición a todo lo que sea progreso, y no deja medrar a los demás”.

[10] Deixo aqui uma lista, incompleta, de outros ditos mirandeses que tomam o cão como animal de referência: Andar a la corrida de l perro; Andar cun perros muortos a (la) caça; Esse fai cumo l perro de tiu Pelilhos: quando bai atrás de las lhiebres, adelantra-se; Gatos i perros solo quieren galula; L perro i l nino ban para adonde le dan carino; Nun te fies an perro que nun lhadra nin na home que nun fala; Chobiu tanto que anté ls perros buírun de pies (culo); Perro de muitas bodas, por bias de uas perde las todas; Perro pula puorta, pedrada nel; Perro que lhadra nun muorde; Quando passar a la mie puorta, buona pedrada bai a lhebar l tou perro; Se chobir nas témporas de San Mateus, lhabra cun gatos i perros teus; Son cumo l perro i l gato; Andar (tener) cun  fame de perro. I inda: lhadrar bien se lhadra, la porra ye zlhadrar. Não se trata aqui de analisar a imagem do cão nos provérbios mirandeses, mas a uma primeira vista parece ser bastante negativa ou, pelo menos, parece ser considerar-se como muito má a condição do cão, o que contrasta com a forma como são usados outros animais.

[11] Note-se que esta explicação já não será válida para algumas das variantes apresentadas na nota 2, como as que se referem ao osso ou que tomam como referência o ‘ladrar’, variantes que são tardias e desenvolvimento das originais.

[12] A palavra mirandesa hourtelana tanto é o nome da planta em português chamada hortelã, como é o feminino de hourtelano, homem que trata duma horta.

[13] Não podemos deixar de aqui referir Gil Vicente, que tão bem retrata o comportamento do velho rico que fica a tomar conta da sua horta na ausência do hortelão e que tudo se permite, inclusive o dissipar toda a sua fortuna, por amores serôdios não correspondidos. Vd. “O Velho da Horta”, in Obras de Gil Vicente, vol. II, cit., pp. 205-228.

[14] Apesar de não poder fundamentar a análise do texto, pode funcionar como um indício o facto de Lope de Vega, na citada peça de teatro referir “es del hortelano el perro”, o que parece apontar para a preocupação de o distinguir de um outro perro, já não do hortelão. Note-se que a imagem mirandesa do cão é bastante negativa (vd. nota 10), ao contrário da de outros animais, sendo usado como cão de guarda de rebanhos e como caçador, pouco mais.

[15] Ana Paula Guimarães, Cuidar da Criação. Galinhas, galos,  frangos e pintos na tradição popular portuguesa, ed. Apenas Livros, lda, Lisboa, Lisboa, p. 28.

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