Quinta-feira, 14 de Abril de 2011

Introdução aos Ditos Dezideiros mirandeses (1)

 [Estudo publicado na revista Amigos de Bragança, junho de 2004]

 


 

1. Questões de terminologia e âmbito

 

Com este pretendemos iniciar uma série de artigos sobre os provérbios mirandeses, em língua mirandesa conhecidos por ditos dezideiros ou apenas ditos ou ainda, embora menos, adaiges. Para quem estuda uma realidade convém deixar claro, desde o início, o sentido dos termos utilizados. Pela nossa parte utilizaremos a expressão ditos dezideiros ou apenas ditos no seu sentido mais amplo, de acordo com o uso oral pelos mirandeses. Uma vez que escrevemos em português, tomaremos como sinónima a palavra portuguesa provérbio, também aqui usada em sentido amplo[1].

 

Como “ditos dezideiros mirandeses” ou “provérbios mirandeses” consideramos todos aqueles que são usados pelos mirandeses, sejam eles ditos em língua mirandesa, em português[2] ou em castelhano[3]. Afastamos, assim, a ideia de considerar apenas como mirandeses os provérbios que não são usados em mais lado nenhum ou os que são exclusivamente ditos em língua mirandesa. Os provérbios atravessam os tempos e as fronteiras, as línguas e as sociedades, sendo em número muito pequeno aqueles que se podem considerar apenas de uma dada região ou país, sendo igualmente muito difícil saber exactamente onde e quando tiveram origem. O mesmo se passa com os provérbios mirandeses.

 

A esmagadora maioria dos provérbios mirandeses são em língua mirandesa, mas devem também ser considerados os ditos usados apenas ou principalmente em português ou em castelhano, ainda hoje. O uso dos provérbios noutra língua que não a mirandesa, mesmo pelos falantes de mirandês e quando estão a falar essa língua, é extremamente significativo quanto a vários aspectos, nomeadamente à sua origem, e por ajudar a perceber aspectos importantes da cultura mirandesa. É, pois, errado, efectuar a sua tradução para mirandês para os apresentar a público, embora não deva haver uma postura rígida, dada a tendência de algumas pessoas a dizer tudo na língua em que em cada momento estão a falar. Este facto adquire ainda importância porque os mirandeses são bilingues, falantes de mirandês e de português e, muitos deles, embora cada vez menos, são ainda falantes de castelhano. Apesar de o uso do português ser intenso, verificamos que é diminuto o número de provérbios usados nessa língua, mesmo nos casos em que existe um correspondente em português. Este facto atesta, claramente, que os provérbios são usados pelas pessoas em situações de uso normal do mirandês, isto é, familiar e de relacionamento intra-comunitário, seja familiar, laboral ou outro. O mesmo não acontece com outras manifestações, como as orações[4].

 

 

2. Colecções de provérbios mirandeses já publicadas

 

Os ditos dezideiros representam um continente dentro do universo da cultura mirandesa. No entanto, têm sido objecto de diminuta atenção, pois as recolhas publicadas são ainda muito incipientes e o seu estudo está integralmente por fazer. Não foi, até agora, publicada qualquer colecção que deva considerar-se representativa dos provérbios mirandeses. Chegou a ser anunciada a publicação de uma muito extensa colecção recolhida por António Maria Mourinho, o que até agora ainda se não verificou, com prejuízo para a cultura mirandesa, apenas estando disponível uma publicação limitada feita pela Câmara Municipal de Miranda do Douro[5].

 

É J. Leite de Vasconcellos quem publica pela primeira vez alguns provérbios mirandeses. Para lá de referências dispersas pela sua obra, publica duas pequenas colecções: a primeira, em número de 8, em Dialecto Mirandez, 1882, pp. 33-34; a segunda, em número de 32, em Estudos de Philologia Mirandesa, II, 1900, pp. 41 e 331-334.

 

António Maria Mourinho, além da recolha acima referida, publica uma quantidade apreciável de provérbios dispersos por várias obras, mas apenas no Cancioneiro Tradicional e Danças Populares Mirandesas, 1º volume, 1984, publica de forma organizada cerca de setenta provérbios relacionados com o ciclo do ano, a que chama “Poesia popular agiológica e temporal ao correr do ano” (pp. 31-43).

 

Domingos Raposo, no estudo “Lhéngua Mirandesa – Muôlo de Cultura Biba”, em Entre Duas Margens – Douro Internacional, 1998, p. 69, publica um conjunto de 10 provérbios como exemplo, entre outros, da cultura mirandesa.

José Francisco Fernandes em Mirandês e Sendinês, Dois Falares, 2003, pp. 61 ss. publica à volta de uma vintena de provérbios que recolheu em Sendim.

 

Duarte Martins, na sua recente obra Bozes de l Praino. Recuolha de Testos an Lhiteratura Oural Mirandesa, Edições do Nordeste, 2004, pp. 71-110, publica um total de 237 “Senténcias, adaiges, ditos dezideiros i outros refranes”, recolhidos por ele próprio na aldeia de Malhadas.

 

Finalmente, a maior colecção de provérbios mirandeses até agora publicados tem vindo a lume no Jornal Nordeste, na página “Miranda: tierra, giente i lhéngua”. Aí foram publicados, desde o início de 2003 até agora, cerca de 500 “ditos mirandeses”, na sua maioria recolhidos por Carlos Ferreira e por mim próprio (Sendim), mas também por Bina Cangueiro e José Vitorino (Águas Vivas), Duarte Martins (Malhadas) e Alcina Pires (Genísio). A publicação irá continuar, fazendo-se referência ao autor da recolha e, sempre que possível, ao local de recolha.

 

Esta última colecção e a de Duarte Martins têm uma característica importante: são recolhas muito recentes, já efectuadas depois do ano 2000 e atestam o seu uso actual, facto que se reveste de grande importância, a que acresce o facto de ser referido o local de recolha[6]. Considerando todas as publicações até agora efectuadas[7], fácil se torna concluir que foram dados a lume menos de um milhar de provérbios mirandeses, o que é manifestamente pouco, quer tendo em conta o número de mais de quatro mil que constam da obra inédita de António Maria Mourinho, acima referida, quer tendo em conta o número de provérbios até agora recolhidos por mim e por Carlos Ferreira, que andarão à volta de dois milhares[8]. Tal permite-nos concluir que as publicações feitas ainda não são significativas do universo de ditos dezideiros mirandeses.

 

A publicação de recolhas de ditos dezideiros é muito importante, nomeadamente quando feita com rigor e tendo presente o carácter vivo dos provérbios. Essas recolhas devem abarcar, progressivamente, toda a Terra de Miranda para serem devidamente representativas. É também muito importante a recolha das diversas variantes de cada provérbio. Há-de chegar a altura em que as recolhas feitas devem ser testadas, quer quanto ao grau de vitalidade dos provérbios quer quanto ao contexto em que são usados, entre outros aspectos.

 

 

3. Os provérbios mirandeses devem ser objecto de estudo

 

Os provérbios têm vindo a ser cada vez mais objecto de estudo, mesmo ao nível das universidades[9]. A bibliografia disponível é já muito numerosa e não pode deixar de ser tida em conta no estudos dos provérbios mirandeses. Devemos resistir a quedar-nos por meia dúzia de declarações sobre a sabedoria popular que, muitas vezes, nem é popular, mas sim de fonte erudita, embora tenha sido adoptada pelo povo. Também não devemos embarcar na consideração superficial de que os provérbios em uso numa determinada região são específicos dessa região, ignorando que têm vida em muitas regiões, não só do país, como do estrangeiro, em particular da Espanha, com que as pessoas da Terra de Miranda sempre mantiveram intensos contactos, o que deu lugar a uma intensa troca cultural. Como veremos, as coincidências impressionam.

 

Um primeiro estudo a fazer deve levar-nos à comparação entre os provérbios em uso na Terra de Miranda e os que são publicados noutras colecções portuguesas[10] e espanholas[11], nomeadamente as mais antigas. Tal comparação, só por si, não irá permitir datar o uso de cada um dos provérbios na Terra de Miranda, mas permitir-nos-à ter uma ideia das trocas culturais que neste domínio se deram entre esta e outras regiões, facto a que até agora não foi dada a devida importância e que o estudo dos provérbios ajudará a reforçar. Permitir-nos-à também estudar melhor as variantes adoptadas e as próprias mudanças de sentido que em cada provérbio se verificaram.

 

Também é nossa intenção ir isolando ditos dezideiros, ou variantes, que apenas se encontram na Terra de Miranda e não constam de qualquer das colecções até agora publicadas. É óbvio que este é um trabalho imenso, que sempre deixará de fora da consulta alguma publicação a que não tivemos acesso e deve atender à possibilidade de nem todos os provérbios terem sido até agora recolhidos de modo exaustivo.

 

É ainda possível efectuar uma catalogação ordenada dos ditos dezideiros estudados, seguindo vários critérios relevantes, sejam eles de conteúdo, sejam de referência temporal ou outra.

 

A metodologia a seguir para atingir o nosso propósito será sempre discutível, mas privilegiaremos a abordagem de provérbios isolados ou de grupos de provérbios de algum modo relacionados, o que nos servirá de base para uma síntese posterior. Com efeito, parece-nos difícil fazer sínteses ou análises mais gerais sem ter descido à análise pormenorizada de cada provérbio e suas variantes ou de provérbios relacionados. É de acordo com esta metodologia que vamos continuar este estudo. Sempre que possível, apontaremos o contexto em que cada dito é usado e o sentido que lhe é atribuído pelas pessoas.

 

 

4. Çamora nun se fizo nua hora

 

Há um dito mirandês que se apresenta com duas formas, admitimos que outras existam: Çamora nun se fizo nua hora; Nun se fizo Çamora toda nua hora; Roma i Çamora nun se fazírun nua hora. Iniciamos o estudo por este dito, dada a sua antiguidade e as suas muitas variantes e equivalentes. O seu sentido é claro e não necessita de particulares explicações: tudo leva o seu tempo, não deve esperar-se que algo difícil se faça depressa, não sendo a impaciência boa conselheira[12]. Este provérbio já foi referido como podendo ser específico de Sendim o que, como veremos, não corresponde aos factos[13].

 

Há quem considere que este dito terá surgido após o longo cerco a Zamora levado a cabo pelo rei Sancho II de Castela no ano de 1072[14]. Após esse feito, ter-se-à espalhado por toda a Espanha. Aparece já em colecções de provérbios muito antigas como o Seniloquium (séc. XV), embora não conste da lista do Marquês de Santillana (1508), e repete-se em colecções posteriores, onde aparece nas seguintes formulações: En una hora no se toma Zamora; En una hora no se ganó Zamora; No se ganó Zamora en una hora; No se ganó Zamora en una hora, ni Roma se fundó luego toda; No se ganó Zamora en una hora, ni Sevilla en un día. Correm, ainda, os seguintes provérbios com o mesmo sentido: No se ganó Toledo en un credo; Toledo no se ganó en un credo ni Almería en una Avemaría; No se fundó Roma en una hora; No se hizo Sevilla en un solo dia.[15]

 

Nos refraneiros portugueses encontramos Não se ganhou Samora em uma hora. Mas também os seguintes, talvez mais frequentes: Roma e Pavia não se fizeram num dia; Roma não se fez numa hora; Não se fez Roma e Pavia num dia; Não se fez Roma em um dia[16]. Pela grafia Samora pode concluir-se que o dito já entrou há bastante tempo no refraneiro português, facto que também nos leva a questionar a sua vitalidade, não sabendo se será usado em algum lado. Ao contrário do mirandês, verifica-se que o dito português parece ser uma tradução directa de uma das formas castelhanas. Com efeito, o dito mirandês é o único a usar o verbo “fazer”, enquanto em castelhano e em português se usa o verbo “ganhar”. Tal leva-nos a pensar que o dito mirandês foi influenciado pelas variantes que se referem a Roma, e que a rima Çamora / hora terá também tido influência na persistência do provérbio. De registar o seu uso em Portugal, fora da Terra de Miranda e em toda a Espanha, não se circunscrevendo à região de Zamora. Porém, a formulação usada parece ser privativa da Terra de Miranda, reveladora de um cruzamento de influências de outras formulações portuguesas ou castelhanas. Esse cruzamento poderá ter incidido num primitivo provérbio, mais encostado às formulações castelhanas, que terá sofrido a influência da formulação portuguesa Roma não se fez numa hora. É este cruzamento de influências o que nos parece mais característico, pois está presente em muitas outras manifestações culturais populares mirandesas.

 

Amadeu Ferreira

2004

 

 



[1] Abordam o problema, nomeadamente distinguindo entre adágio, aforismo, anexim, apotegma, axioma, ditado, dito, dizer, exemplo, máxima, parémia, preceito, prolóquio, provérbio, refrão, rifão, sentença, etc., vários autores. Vd., por ex. e numa abordagem breve, mas remetendo para uma mais extensa bibliografia, Fernando de Castro Pires de LIMA (1963), Adagiário Português, Lisboa, pp. 49 ss.; José Ruivinho BRAZÃO, coord. (1998) Os provérbios estão vivos no Algarve, editorial Notícias, Lisboa, pp. 21-25; E. ORBANEJA y MAJADA (2000), El Saber del Pueblo, ed. CIE Inversiones Editoriales, Madrid, pp. 10-22; María Josefa Canellada, “Para una tipología del refran español”, in JOSEFA CANELLADA, María e BERTA PALLARES (2001), Refranero Español. Refranes, classificación, significación y uso, Editorial Castalia, Madrid, pp. 419 ss., Leonor Jesus Marcos de MELO (2002) Os Textos Tradicionais na Aula de Português: os Provérbios, Almedina, Coimbra, pp. 23 ss.

[2] Por ex., sempre ouvimos em português o dito “Nozes ó saco, elas o dirão”.

[3] Por ex., os ditos “Ferriada nó es caldera”; “Al picaro, al picaro y medio”.

[4] Vd. Amadeu FERREIRA (2003), “O Oracionário Mirandês: A Língua das Orações”, in Mensageiro de Bragança, 10 de Abril de 2003. Em sentido coincidente Duarte Manuel Mendes MARTINS (2004) Bozes de l Praino, Edições Nordeste, Lisboa (apersentaçon).

[5] Foi o próprio António Maria Mourinho que anunciou essa colecção em Curriculum Vitae (notas culturais), 1942-1995, Bragança, 1995, p. 50, intitulada “Provérbios e Refrãos Mirandeses - «Ditos dezideiros» - coligidos entre o povo mirandês”. Tenho comigo uma cópia dessa obra inédita, que apresenta o seguinte título: Refrãos e Provérbios Mirandeses - «Ditos Dezideiros» - Recolhidos e coligidos por ordem alfabética em Língua Mirandesa por: António Maria Mourinho (cópia iniciada em 1/10/1991). 05-04-95. O exemplar que possuo é encadernado, em formato A5, e pertence a uma edição limitada efectuada pela Câmara de Miranda do Douro, sendo Júlio Meirinhos Presidente da Câmara que amavelmente me ofereceu aquele exemplar, com o título “Ditos Dezideiros Mirandeses”. Os ditos dezideiros desse exemplar estão ordenados alfabeticamente e numerados do 1 ao 4289.  Tendo em conta esta edição, ainda que limitada, da Câmara de Miranda do Douro, a obra já não se pode considerar inédita, razão porque a usaremos neste estudo de modo devidamente referenciado, embora apenas nos casos em que o provérbio em causa não conste de outra colecção publicada.

[6] Como atestam alguns autores, há adagiários publicados que chegam a incluir “traduções de provérbios estrangeiros que nunca circularam na boca do povo” (Gabriela FUNK (2000) “Notícia sobre o Adagiário Açoriano Contemporâneo”, in Gabiela FUNK (dir.) Património Oral. A Voz Popular. Estudos de Etnolinguística, ed. Património, Cascais, p. 89.

[7] Não consideramos aqui os ditos dezideiros dispersos pelas obras dos vários autores mirandeses, inseridas nos próprios textos, e de que até agora ainda não foi feita uma recolha sistemática, embora seja nosso objectivo fazê-la no processo de estudo dos provérbios mirandeses a que estamos a proceder.

[8] Sabemos, por conversa com outros autores, da existência de outras recolhas de ditos dezideiros, aqui fazendo votos para que venham a ser publicadas tão breve quanto possível.

[9] Mencionamos a seguir alguns estudos realizados em Portugal, de que temos conhecimento. Como refere Arnaldo Saraiva, “Contam-se pelos dedos de uma só mão os estudos relevantes que nas últimas décadas se escreveram em Portugal sobre os provérbios” (in “Os provérbios no Algarve e em Portugal”, prefácio a José Ruivinho BRAZÃO, coord. (1998) Os provérbios estão vivos no Algarve, cit.). José MATTOSO (1987) O essencial sobre os provérbios medievais portugueses, Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda; José MATTOSO (1987), “Sur les Proverbes Medievaux Portugais”, in Litterature Orale Traditionelle Populaire. Actes du Colloque, ed. Fondation Calouste Gulbenkian, Centre Culturel, Paris, pp. 533-560; Ana Cristina Macário LOPES (1992) Texto proverbial português – Elementos para uma análise semântica e pragmática, Coimbra, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra; José Ruivinho BRAZÃO (1994) Estudo e formalização das propriedades léxico-sintácticas das expressões fixas proverbiais, dissertação de mestrado, Lisboa, Faculdade de Letras de Lisboa; Leonor Jesus Marcos de MELO (2002) Os Textos Tradicionais na Aula de Português: os Provérbios, Almedina, Coimbra. A estes juntamos, em língua castelhana: María JOSEFA CANELLADA e BERTA PALLARES (2001), Refranero Español. Refranes, classificación, significación y uso, Editorial Castalia, Madrid; e vários estudos específicos de Jesús Cantera ORTIZ DE URBINA e Julia SEVILLA MUÑOZ (2001a), El Calendario en el Refranero Español, Guillermo Blázquez, Editor, Madrid; (2001b), El Calendario en el Refranero Francés, Guillermo Blázquez, Editor, Madrid; (2002), Los 494 Refranes del “Seniloquium”, Guillermo Blázquez, Editor, Madrid; (2003), Libro de Refranes y Sentencicias de Mosén Pedro Valdés, Guillermo Blázquez, Editor, Madrid.

[10] A primeira colecção de provérbios portugueses foi publicada em 1551 pelo espanhol, professor na Universidade de Salamanca, Hernán Nuñez. Seguimos aqui a edição crítica de Louis Combet, Julia Sevilla Muñoz, Germán Conde Tarrío e Josep Guia i Marín, de HERNÁN NÚÑEZ, Refranes o Provérbios en Romance, tomos I e II, Guillermo Blázquez editor, Madrid, 2001. A primeira recolha feita em Portugal deve-se a António DELICADO (1651) Adágios portugueses, reduzidos a lugares comuns, Lisboa, Officina de Domingos Lopes Rosa. Às inúmeras colecções de que nos vamos servir faremos referência nos locais próprios.

[11] São de referir as do Marqués de SANTILLANA (1508), “Refranes que dicen las viejas tras el fuego”, in Obras Completas, ed. Biblioteca Castro – Fundación José Antonio de Castro, Madrid, 2002; do chamado Seniloquium, do século XV, in Jesús Cantera ORTIZ DE URBINA e Julia SEVILLA MUÑOZ (2002), Los 494 Refranes del “Seniloquium”, Guillermo Blázquez, Editor, Madrid; de Pedro Valdés, do século XVI, in Jesús Cantera ORTIZ DE URBINA e Julia SEVILLA MUÑOZ (2003), Libro de Refranes y Sentencicias de Mosén Pedro Valdés, Guillermo Blázquez, Editor, Madrid; e de HERNÁN NÚÑEZ, já referido na nota anterior. Outras colecções mais recentes serão referidas à medida que a elas recorrermos.

[12] JOSEFA CANELLADA e BERTA PALLARES (2001, 343): “Refrán con que se significa que las cosas importantes y arduas necesitan tiempo para ejecutarse o lograrse”. O mesmo conclui o sapo que andou sete anos a subir um sulco e, no fim, acabou por não conseguir: “... cousas a la priessa nunca dan cierto”. Ver o conto de Antóno Bárbolo Alves, “Angarés”, in Cuntas de la Tierra de las Faias, Ed. Campo das Letras, 2000.

[13] Vd. José Francisco FERNANDES (2003), cit., p. 63 e nota 29.

[14] Vd. Concha VENTURA CRESPO e Flórian FERRERO FERRERO (1997) Leyendas Zamoranas, Editorial Semuret, Zamora, pp. 15-16.

[15] Referências retiradas de ORTIZ URBINA e SEVILLA MUÑOZ (2002, 45-46).

[16] António MOREIRA (1997) Provérbios Portugueses, Editorial Notícias, 3ª edição, pp. 177, 279; José Pedro MACHADO (1998), O Grande Livro dos Provérbios, Editorial Notícias, 2ª ed., pp. 339 e 543. Já em GIL VICENTE encontramos França e Roma nam se fez n’hum dia (vd. o auto “Breve Sumário da História de Deus”, versos 839-840, in As Obras de Gil Vicente,vol. I, direcção científica de José Camões, ed. Centro de Estudos de Teatro e Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2002, p. 320).

 

 

 

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